A Tempranillo

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A uva mais representativa da Espanha, verdadeiro ícone da vinicultura local.    Tem esse nome, reza a tradição, por ser a primeira a completar a maturação, em princípios de Setembro. Gosta de regiões com grande amplitude térmica, com muito sol e noites muito frias. Como já disse em outra ocasião, a Espanha se divide em […]

A Uva da Galícia

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Existe uma grande controvérsia a respeito da origem da uva mais popular da Galícia e do norte de Portugal. Algumas vertentes apontam como origem o norte de Portugal, outras dizem que é o sul da Galícia e há, ainda, quem sustente que foi levada à Galícia por monges franceses para o vale do Salnés. A […]

Sobre o vinho GSM 2015 e casta Monastrell

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A Casta Monastrell e o vinho GSM Uva conhecida na França como a Mouvédre e que se adaptou perfeitamente ao clima e ao solo de Yecla, zona norte da província de Múrcia na Espanha, cuja tradição remonta ao tempo dos Fenícios. Em perfeita sintonia ás altas temperaturas no verão e a extrema temperatura baixa do […]

PARKER NÃO MORREU

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A polêmica do momento sobre a saída de Robert Parker da “frente” de suas publicações cujo principal objetivo é o de pontuar os vinhos do Mercado procurando com isso orientar o consumidor quanto a qualidade de seu consumo deve ser observada com o devido cuidado. Tendo sido aquele que criou no Mercado mundial do vinho […]

Minha vida na Enocultura

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Lá pelos meus 18 anos, já motorizado, universitário, com as obrigações junto aos estudos mas com os interesses totalmente voltados às companhias femininas, descobri o vinho. Inicialmente não pelo sabor e prazer que se poderia depreender da bebida em si, até por que à época e ao bolso de então a moda era beber aqueles […]

Lá pelos meus 18 anos, já motorizado, universitário, com as obrigações junto aos estudos mas com os interesses totalmente voltados às companhias femininas, descobri o vinho. Inicialmente não pelo sabor e prazer que se poderia depreender da bebida em si, até por que à época e ao bolso de então a moda era beber aqueles famosos “garrafas azuis”, alemães de baixíssima qualidade cujo mérito único foi de introduzir o costume do consumo do vinho aos brasileiros, como foi o meu caso. O que mais me atraia na bebida, em verdade, era o poder sedutor que a acompanhava, o efeito junto à nossa convidada do abrir da rolha pelo garçom, do servir as taças, tudo bem diferente e superior ao espocar da latinha de cerveja ao ser aberta.

Desde então, inicialmente de forma lenta, meu gosto e interesse pelo vinho veio crescendo constantemente. Primeiro dos tais alemães passei aos portugueses frisantes, os chamados “Vinhos Verdes”, destes ás Astis Italianas, até chegar finalmente aos vinhos tintos secos. As importações em geral da época eram pífias, quem dirá as de vinhos, e assim iniciei pelos então muito incipientes vinhos nacionais, em especial aquele que acredito tenha sido o primeiro vinho brasileiro efetivamente “fino”, o Conde de Foucauld, um Cabernet Sauvignon que a Aurora produziu e que chegou a ser premiado na década de 80 na Europa.

Na década de 90 eu já era conhecido entre os amigos e os familiares como alguém que “conhecia” vinho, o que na verdade não passava de uma falácia à época. Constantemente requisitado por este círculo de relacionamentos a dar opiniões e indicações, me animei a fazer meu primeiro curso de vinhos. Estávamos, então, já na era pós Collor, com as importações liberadas que fizeram surgir muitas importadoras e lojas de vinhos e após vários cursos, em geral promovidos pelas próprias lojas comerciantes de vinho, me tornei um “rato de literatura vínica”. Todo o material a que podia ter acesso era devorado pela minha curiosidade e interesse na bebida. A esta auto-formação somei muitas degustações acompanhadas e degustações entre amigos, além de viagens com visitações a produtores e comerciante de vinho, e com o tempo, creio, o título de “connoisseur” que sempre me atribuíam passou a ser algo mais justo.

A partir de 2007 passei a assinar uma coluna de vinhos para a revista “ROTEIRO” de Brasília, onde residia à época, uma publicação que sempre muito me agradou pelo caráter informativo e despretensioso, dirigido ao público que frequenta a cidade e seus prazeres. O envolvimento com o néctar de Baco passou a crescer ainda mais, culminado com algumas consultorias e cursos que ministrei principalmente ao pessoal de restaurantes. Nascia, então, uma vontade de vir, um dia, a escrever um livro sobre o tema.

Finalmente, em 2012, publiquei meu livro “Cem Vinhos, Sem Frescuras” e, de lá para cá, continuei me dedicando à coluna da Revista Roteiro e em especial à degustação de vinhos pelo mundo.

Alexandre Franco